já é a terceira vez que começo a escrever este texto, o computador insiste em travar. mas a cada vez fica melhor a introdução. Sem mais delongas, começo.
Comer em excesso, esse é o tema.
a problemática aqui não tem a ver com obesidade, dado o fato de que eu não consigo acumular tecido adiposo. trata-se de analisar esse comportamento de 'alimentar se sem ter fome'. ou seja, comer por comer, superfluamente.
A base de análise é o próprio autor, e talvez o resultado do estudo só traga benefícios para ele. mas se quiser prosseguir, certifique se de possuir metabolismo semelhante.
há basicamente duas ocasiões em que como sem realmente precisar, nas refeições e entre elas.
1. nas refeições. Já faz quase uma década que escolho a quantidade, cores e tipos de alimento que compõem meu prato. Logicamente, exercendo a tarefa duas vezes por dia, seria de se esperar que eu obtivesse experiência logo no segundo ano de prática. Mas não, persisto ingerindo alimento desnecessário, que 'pesa' no estômago, no intestino grosso, e depois é eliminado sem que suas propriedades nutricionais sejam realmente aproveitadas.
quais seriam a razões disso? Eu já refleti sobre, mas compartilho com vocês.
a)as comidas cá de casa são muito boas. minhas pupilas gustativas ignoram as mensagens de saciedade e pedem mais um pedaço de manga, mais uma colherada de gohan.
b)há, imbutido na minha cabeça, um conceito de que comida vegetarana contém pouca proteína, ferro e cálcio. Meu 'ego' sabe que não é lá verdade, mas o 'Id' faz com que hajam garfadas adicionais de brócolis, feijão e Tofu. e esses dois últimos são consideravelmente 'densos'.
c)evitar desperdício. devorar o conteúdo de um 'tápeuér' inteiro só por suspeitar que o alimento deteriorará no dia seguinte.
d)o Dráuzio, aquele médico lá, escreveu uma vez que o ser humano tende a se alimentar mais do que o necessário para criar reservas de gordura, já que a natureza não tende a alimentar seus habitantes com regularidade(e os bichos homens continuam a comer a mais mesmo vivendo fora da natureza). Esse argumento é ótimo pra muitas pessoas, mas não para mim, meus irmãos e outros amigos, que não engordam.
Não, não fui eu que bolei essa solução, mas cá apresento. Sair da mesa logo após comer o necessário. o centro de saciedade demora um tempinho pra avisar o resto do corpo, diminui a probabilidade de comer um belo refogado que só foi preparado depois que os seus talheres foram depostos. Estou pondo em prática.
2.entre as refeições. é a clássica bolacha depois do exercício de logarítmo, o doce depois de meia hora de cello, a granola depois de dois capítulos. É quando o alimento não serve mais para alimentar, mas para espairecer. se está angustiado ou cansado em demasia, daí busca-se um ligeiro prazer no paladar. além do vazio existencial que se segue, os dentes pedem mais uma escovação.
percebi que é um 'mal' que me acomete nos tempos que estou desocupado, sabe, sem preocupações relevantes, e quando estou ansioso.
o antídoto que penso em criar para isso é:
a) não ficar desocupado ou ansioso. Isso inclusive soluciona muitos outros problemas. mas é uma conduta difícil, portanto, quando não der certo,
b)trocar o ligeiro prazer no paladar por outro mais salutar, como as endorfinas da atividade física. mas caso uma bela cambalhota não resolva o caso,
c)tomar um copo d'água, de preferência gelada. Água não faz mal (tá, eu sei, em excesso causa), não custa nada e não suja muito o copo. porém, se o líquido óxido de dihidrôgênio, químicas que me corrijam, não satisfazer a gula,
d)manter fora do alcance as guloseimas. ainda bem que não como chocolate. como disse meu amigo gasoso "Não comam choco...argh... late!". Mas ainda há muitas bolhacinhas pãezinhos docinhos bananas açúcares mascavos granolas sucos e coisas mais a meu dispor.
está terminado o texto. fico aliviado. caso o leitor tenha lido o pôust estrutural, informo que esse escrito é do terceiro tipo. e bem subdividido, como é de praxe. Por ser um dos poucos dessa envergadura, peço ao transeunte o apoio na forma de comentários(críticas, opiniões, complementos) para que haja ânimo de escrever outros desse porte.
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4 comentários:
mas kyoshi, pra quê esse totalitarismo gastronômico? esse fascismo alimentar? essa ditadura opressora do apetite?
se você come eu, ops, como eu, tem estômago de avestruz, pois não se reprima!
mas as consequências do demais-comer recaem justamentente sobre mim.
e levando em conta o meu enorme ego narcísico, é natural que. eu evite.
Perfeito!
Mas não vou seguir essa ortodoxia, uma vez que é mais sofrível para mim comer com remorso do que não-comer com tentação.
me perdõe quiu, mas comer por distração é a melhor coisa - principalmente com os olhos fechados.
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