sábado, 30 de dezembro de 2006

photo

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ah, fotos.
eu sou muito 'velho' em relação a fotos, mas vou expor minha posição.

a fotografia tirada cotidianamente, por máquinas digitais e por celulares, serve para registrar momentos. Parto desse conceito.
Captura-se a imagem de um momento que pouco ocorre, para depois, no conforto da casa, reviver e redegustar a situação. até aí tudo bem, se passar um unicórnio verde na janela da minha casa, eu tirarei uma foto para depois apreciar várias vezes e mostrar pros meus amigos, pois eu sei que unicórnio verde só passa uma vez na vida, e passa rapidinho, num minuto ele já foi embora.

Mas o que eu critico é esse pessoal que tira foto de tudo e a todo momento, numa avidez de que os momentos não se repetirão, numa ânsia capitalista de acumular momentos felizes. Isso é terrível. Enquanto o indivíduo se concentra em ajustar o flash, checar as pilhas, captar o melhor ângulo, esquece do mais importante:
Aproveitar o momento

hoje, na hora do almoço, estavam todos os irmãos na mesa, e minha mãe ficou espantada de a família toda estar reunida. e teve a infeliz idéia, tirar uma foto. Depois da captura, foi se a alegria, cada qual voltou pro seu canto. ficou uma mensagem no ar, de que a família comer junta é algo raro, antinatural, e que provavelmente não acontecerá novamente.
Fotografia é algo que retira as esperanças.

O que eu acho bacana nas fotos é acompanhar a ação do tempo nos indivíduos, ver que meu pai já teve cabelos pretos, que eu já tive bochechas, essas coisas, mas para isso bastam meia dúzia de fotos. E pode se usar a memória também.

Talvez eu sinta preconceito contra fotos porque um de meus irmos é um ávido fotografador, e ele não é lá um bom exemplo de pessoa. Ele, mesmo tirando umas vinte fotos por dia, e de assuntos e pessoas repetidas, raramente revê as fotos estocadas neste computador, só vai acumulando.

acho terrível também as pessoas por trás das câmeras quererem criar situações para tirarem suas fotos; isto é, em vez de timidamente registrar a realidade como um observador externo, invisível, como ela é, intervém na cena para ela se adequar à imagem desejada, ou seja, pedem poses, sorrisos, ordenam que se acenda e assopre a velinha novamente, terrível.
Por isso que eu não gosto de posar para fotos. E se eventualmente manuseio uma câmera, capturo a imagem antes que alguém peceba.


Gostaria que voltassem as camêras com filme.

belinho

ah rapaz, cortei o cabelo.
pretendia cortar em 2007, mas apressei por pressão materna.
cortei com a Cida, não a conhecia , mas ela esculpiu meu cabelo nos mínimos detalhes. grande Cida.
tá curtinho. meu tempo de banho diminui consideravelmente e tá muito mais prático. O problema é que agora os meus familiares tem dificuldade em me diferenciar do meu irmão mais novo.

e já dizia o velho deitado: " o tamanho do cabelo é proporcional à vaidade"

em 2005 eu tinha cabelo grande; 2006 tamanho médio; e em 2007, será curtinho?
tenho que lembrar de ler esse post novamente daqui uns meses.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Joaquim

esse pseudo-pseudônimo, que não o é plenamente justamente por eu já ter o desmascarado, tem três razões pelas quais foi adotado

1. Eu sinto um pouco de vergonha de ter um blog. Um outro nome me esconde um pouco.
2. Restringir o tipo de pessoa que aqui passa. Para virem majoritariamente os convidados e para leitores de blog que primam pelo conteúdo e não pela assinatura.
3. Não me recordo agora, mas sei que há uma terceira razão.

e por que logo joaquim?
porque ao mesmo tempo que me evoca a imagem de um respeitável professor de geografia, me traz à lembrança um indigno protagonista de uma chula compilação de piadas. Eu até pensei em pôr Mauro, mas é o nome do pai do bomba, e do meu cello.

vinte e nove

números.
para muitos, números são números, mas para mim números são pessoas.
é, pessoas, isso mesmo.
Quando eu entrei na federal, fiquei maravilhado com a quantidade de alunos na lista de chamada e a importância que ela tinha. Daí então, passei a decorar febrilmente a numeração dos membros da sala e a associar diretamente meus coleguinhas com números.

dá para associar dias do mês e dois terços da sala. A propósito, ontem foi dia de kyo. Ah, já lhes digo de antemão: Quem cá lhes escreve não é nenhum raio de joaquim, é o kyo mesmo.
a adoção de um outro nome esclareço-lhes em outra ocasião.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

setima maior

experimente um harpejo com sétima maior.

tônica, terça, quinta, sétima maior, oitava; suave, subindo e descendo.

lembra me uma paisagem japonesa. Com aqueles japoneses de olho achatado, sem nariz, e com a cara branca, sem muita emoção, e de quimono. Um lago azul claro-escuro à esquerda, uma montanha branca azulada à direita, o quimono vermelho no centro e o tom da madeira logo abaixo.

vai fundo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Sol

hoje, o relógio marcava vinte pras oito e ainda estava claro o dia. Ou a noite.

é de praxe nos blogs, na primeira postagem, falar a razão da criação do blog, seu destino, finalidade, tudo mais. Mas disso eu falo depois, quando o blog encorpar.
Afinal, não se nasce sabendo o próprio nome.